O poeta é um fingindor, finge tão completamente, que chega a finguir que é dor, a dor que deveras sente. (Fernando Pessoa). Como é estreita a relação entre a arte e o real, a fantasia e a matéria, a subjetividade e a objetividade. Me pergunto as vezes se há mais encenações nos palcos dos teatros ou nos espetáculos do dia a dia, que ser humano curioso! Somos tão inseguros e tão artísticos que preferímos criar um personagem para encarar a forçada relação de alteridade, a convivência com o diferente, com outros universos, me parece que Sartre estava certo quando afirmava que "o inferno são os outros" porque o outro é o desconhecido, é uma incognita para nós .Enquanto os existencialistas se debruçam em tentar entender o que é homem, nos debruçamos em tentar ser menos humanos, queremos mínimo possível de humandidade, não devemos sentir, não devemos agir de acordo com o instinto; somos como espiões da CIA, nos escondemos sempre, temos medo de ver a nossa própria fase e fazer a mesma revelação que o jovem Hamlet de William Shakespeare "Há algo de podre no reino da Dinamarca" preferímos viver na podridão. Só a arte pode nos libertar dessa incongruência. Só a antropofagia no une.
Deseducando
Agora como já hábito meu pretendo causar polêmica ou mínimo um debate interessante sobre esse tema: Educação. Como educador entendo que o meu ofício é conduzir (ou ajugar na condução) as pessoas de um lugar a outro, da doxa a episteme, do conhecimento de senso comum; baseado nos preconceitos e análises rasteiras e pré-concebidas da sociedade; ao conhecimento científico e acadêmico, entendo assim como Gramsci que a educação deve levar as pessoas a conheceram ciência, esse é o papel da escola. Entretando no Brasil as escolas se tornam cada vez mais refens dos preconceitos da sociedade, se tornam mais tradicionais, o conservadorismo de pessoas mau preparadas e de formação filosófica medíocre impede que as escolas percebam que o mundo mudou, a sociedade exige uma outra prática, as crianças e adolescentes são obrigados a ficar sentados por horas todos os dias, não se valorizam as suas habilidades, há um distanciamento entre aqueles que praticam a docência ou são gestores e a linguagem do jo...
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