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A ÉTICA NA FILOSOFIA

CONCEITO DE ÉTICA A palavra Ética que vem do grego ETHOS significa um agir visando um bem coletivo, diferente do Mores ou moral, que trata de relações estritamente pessoais, a ética exige uma postura de alteridade, não como existir um ser ético que seja egoísta ao ponto de se colocar a frente de interesses universais. Ao longo da história da filosofia vários pensadores se debruçaram em tentar compor um modelo ético universal, essa busca começa com o ateniense Sócrates que superando a filosofia da Phises procurou dar a filosofia uma função antropológica e nesse empreitada estiveram à frente a política e a ética.   Sócrates acreditava tanto na inclinação da razão e do conhecimento para o bem que chegou a afirmar que o homem só erra por desconhecer a verdade, sendo assim, a superação da ignorância e o autoconhecimento seriam fundamentais para a construção de um agir pelo bem da pólis. Ética clássica - de-ontológica Platão seu discípulo no seu magnífico tratado A república tr

Platão, idealismo e moral.

O filósofo ateniense Platão na sua obra Fédon ao falar das características da alma a dividiu em três partes, sendo a alma racional, situada na cabeça, superior as outras duas por conseguir alcançar o mundo ideal ou inteligível, enquanto as almas irascível (situada no coração) e concupiscente (situada no abdômen), responsável pelos desejos e instintos naturais, seriam inferiores e não podiam nos dominar. Com o seu mundo das ideias e a sua concepção sobre a alma o filosófico criou uma máxima de civilidade onde a razão deveria conter o corpo, o platonismo e suas vertentes criariam mais tarde um paradigma de homem centrado na razão e capaz de controlar seus desejos, de manter sob controle a alma concupiscível. A ideia do homem que consegue conter a sua natureza pela polidez e força da nobre alma chegou ao cristianismo romano com Paulo de Tarso e mais tarde com Santo Agostinho. O cristianismo católico medieval, inspirado no platonismo, consagrou o triunfo do medo do corpo e da punição dos

O MÉTODO MATERIALISTA DA HISTÓRIA

            O materialismo histórico dialético é a concepção filosófica de Marx e Engels com influência da dialética hegeliana na medida em que essa possibilitou à filosofia adicionar o elemento da contradição como base ontológica do ser e da história, superando assim o princípio da não contradição de Aristóteles.   Segundo o materialismo histórico a história é dinâmica, sofrendo alterações constantes resultantes das alterações nas relações de produção, para Marx e Engels a produção da vida material determina uma série de outros aspectos da vida humana, inclusive a história. Apesar da influencia hegeliana é preciso diferenciar o uso da dialética em ambos, para isso usaremos o próprio Karl Marx que afirma: meu método dialético por seu fundamento se difere sendo a ele inteiramente oposto. Para Hegel o processo de pensamento - que ele transforma em sujeito autônomo sob o nome de ideia – é o criador do real, e o real é apenas sua manifestação externa. Para mim, ao contrário, o id